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20.18 195.16.185 1.221.14.20

Vampiros de WS

Vampiros de WS

V12-004



Underground Re-Construction V12
Coleção: 004Operação: B for Bananas
Proposta: Tradução da observação de algumas referências que compõem a sociedade brasiliense contemporânea. Com foco na disponibilização dos grupos e suas relações constantes, principalmente referente aos grupos que giram em torno do “mundo da moda”, os opostos e os que ligam os dois, somados aos fatores sócio culturais referentes ao tempo e espaço atuais.
Referencias: Ditadura militar, revoltas populares, ditadura religiosa, cidade/montanha, relações sociais, brega, handmade, cultura indígena e valorização da mesma, Zuzu angel, Mutantes, a Semana De Arte Moderna e suas funções.
Ato: Partindo do pressuposto de uma “falsa ordem” condicionante, desconstruímos “símbolos” referentes a vários grupos de gostos que somados entre si, mostram a pluriculturalidade local, desenvolvendo raciocínios sobre política, respeito e condicionamento de massa. Apontar a “relação e a não-relação” desses grupos (causada principalmente pela desigualdade de renda e de fraternidade)
Intenção: Uma ode aos não conformados, aos não obrigados, aos que se desprenderam das amarras da “instituição” e usaram de suas ferramentas não só para arrancar as viseiras alheias, mas também numa atitude desesperada de provar que o vulgo “louco” não é tão “louco” assim, e é feliz. Fazer o diferente de proposito. Quebrar tetos de vidro.
Prática: Roupas dividas em partes como brinquedos de quebra-cabeça, nenhuma roupa inteiramente com o mesmo tecido. Dragonas e cintos ligam esse “grupos” de peças mas sem que efetivamente se unam. Sem definição específica de cartela de tecidos ou cores, tudo é permitido. Os tecidos são mistos, dentre eles, retalhos de tecidos antigos (20 e 15 anos), retalhos de roupas usadas, retalhos de tecidos nobres, mesclando com retalhos de algodão estampado a mão. A intenção das cores é retratar a visão de um jardim florido cercado de concreto e grades. A silhueta faz referência ao popular, ao brega, ao militarismo e a dualidade apego/desapego. As estampas, passeiam numa mistura de cores e formas, algumas já dos tecidos encontrados, outras desenvolvidas pela equipe, retratando sempre o sangue e o suor da história contrapondo com o presente. A unidade de toda a coleção se encontra na inconstância, e a constância observamos no desequilíbrio.
Conclusão: 15.21.191 13.21.201.14.205.19

att9.8

Utopia do Senso

“A coleção intitulada de “Utopia do Senso” vem quebrando alguns tabus em relação a moda e ao comportamento da cidade. Ivan Hugo cria uma alusão a literatura infantil (ao mito na verdade, a ideia pura do mito, a função que ele tinha nas sociedades antigas e que ainda tem na cabeça dos filósofos (pessoa que pensa), muito visto pela grande massa como simples historias infantis) e ao intimismo, citando varias válvulas de escape do homem contemporâneo, tem como principal delas o sonho e o impossível, e toda a mágica que envolve isso. Trabalhando com a intimidade de seu publico, Ivan sugere que as pessoas sejam mais transparentes com elas mesmas e com o mundo, e que não se assustem com o impossível, pois ele é possível, ao mesmo tempo que o designer sugere uma espécie de fantasia, brincando com a teoria das mascaras sociais, reativando desejos infantis da brincadeira com a roupa, desprendendo da ideia coletiva de roupa e sugerindo um pensamento novo que borbulha pelas ruas de todo o mundo. Dentro do tema, são trabalhados vários extremos opostos e dualidades do ser humano, a coleção é muito carregada de informação visual (símbolos: peças, cores, estampas, figuras, etc…) o que da uma impressão confusa, assim como sugere o tema, a ponto de a principio não se conseguir identificar exatamente as peças, ou parecer uma coisa e ser outra, um sutil trompe l’oeil, refletindo o caos do pensamento dos que criam, o caos dos sonhos, o engano, a duvida, o incerto, a as falsas aparências, que infelizmente, existe muito aqui em Brasília. Envolta numa aura lúdica, festiva e fantasiosa, as pessoas são levadas a questionamentos como trabalho, way life, respeito, referencias e sonhos, tendo como base experiências contidas na historia da humanidade, pegando referencias de tribos que faziam sua própria roupa e levavam uma vida com fundamentos opostos aos da sociedade cristã ocidental, como os punks, os hippies, pessoas mais velhas (até 20 anos atrás as pessoas arrumavam as suas roupas para seus corpos, durante a década de 80 e 90 se criou uma cultura do corpo muito forte que levou a moda pra outro rumo, hoje, a grande massa que molda seu corpo pra caber na roupa, porém, com a volta da busca pela sabedoria, a virada do século, a retomada de uma conduta “clássica” e o desejo de individualidade são pontos fundamentais de influencia na inquietude da juventude global) e os dandys (sensíveis, inteligentíssimos, artistas, revolucionários, rebeldes sim, uma rebeldia sutil e elegante, estão tão em alta hoje em dia mais poucos realmente resgatam sua conduta, que os fazem ser tendência, e o motivo de estudo de pesquisadores e interessados. Poucos sabem, por exemplo, que eles faziam suas próprias vestimentas).Todos estão convidados a mergulharem de cabeça no “pais das maravilhas” de Ivan Hugo. O projeto conta com peças de alfaiataria desconstruída, entretelas estampadas por cima dos blazers (levando o que é de dentro para fora), peças com temática folk e cigana, carregadas de uma sensualidade que se mistura com a ingenuidade infantil, As peças também contam com melhoramentos exclusivos desenvolvidos pelo estilista, fazendo com que o moletom e o jeans lembrem o couro, além de transparências, estampas no stencil, malhas corroidas pelo devoré, underwear com estampas de bichinhos, aplicações a mão simulando o céu estrelado das noites no mato, pespontos feitos a mão e estampas desenhadas a mão livre para caracterizar a idéia do handmade (faça você mesmo) e aplicações de arrebites que caracterizam as revoluções urbanas pós-contemporâneas socialmente. As cores passeiam pelo fantasioso, propondo estampas que lembram constelações além de estampas políticas de movimentos urbanos e estudantis, mesclam entre preto, cinza, branco envelhecido, marrom, vermelho, azul, verde musgo e azul bebe, com detalhes com muito brilho de varias cores, muitas misturas entre metais diferentes e estampas com brilho.”

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